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Na vida do jovem, o trabalho ganha relevância como primeiro
processo
de inserção formal no mundo adulto. Esse delicado
momento de transformação precisa ser visto como
algo muito além da formação de mão-de-obra
produtiva. É
sobretudo um processo de educação, de aprendizado
para a convivência social.
A ética do trabalho e a experiência do primeiro emprego
darão ao adolescente fundamentos de auto-afirmação
pessoal e social. A esfera do cotidiano do trabalho contribui
para despertar nele o conceito de responsabilidade, disciplina,
compromisso, respeito à individualidade do outro e às
regras de comportamento do grupo.
Daí a preponderância da aprendizagem sobre a produção
nesse momento de formação da identidade do adolescente.
Nesse processo, propiciar qualificação profissional
ao jovem deve ocorrer concomitantemente com o processo educacional.
Na escola do trabalho, educação e profissionalização
caminham juntas.
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