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O Conselho do Degrau é formado por número não
inferior a 10 participantes. São representantes dos diversos
setores organizados e interessados da comunidade: educadores,
líderes de entidades filantrópicas e organizações
não-governamentais, contabilistas, advogados, jornalistas,
profissionais de mídia, representantes de órgãos
de comunicação, técnicos em informática,
representantes da Secretaria Municipal de Educação.
O coordenador de cada Conselho é o responsável
pela coordenação do Programa em cada comunidade
e pela execução do plano de ação
do grupo.
Objetivos do Conselho do Degrau:
a)
facilitar a participação de todos os interessados;
b)
criar cadastro de vagas, realizando campanhas junto a empresas
com a finalidade de garantir o número de vagas proposto;
c)
escolher parceiros certificadores -escolas técnicas ou
ONGs
(organizações não-governamentais) profissionalizantes
registradas no CMDCA (Conselho Municipal da Criança e
do Adolescente);
d)
assegurar que o desenvolvimento do aprendiz na empresa seja
acompanhado por um funcionário interno;
e)
criar condições para o acompanhamento escolar do
aprendiz e
monitoramento constante de seu desempenho no processo prático
e teórico de aprendizagem no trabalho, estimulando, para
tanto, a adesão de voluntários.
f)
realizar dentro das possibilidades a integração
dos jovens, através de atividades complementares, tais
como esporte, cultura, lazer e convívio por meio de reuniões,
palestras, passeios, freqüência a clubes;
g)
escolher um agente de ação afirmativa entre os conselheiros
locais.
Ação
Afirmativa
O Programa tem especial preocupação
com a inclusão da parcela mais vulnerável dos
adolescentes na faixa etária dos 14 aos 18 anos: aqueles
que sofrem discriminação social, racial ou por
deficiência física, sensorial e mental.
Na tentativa de reverter esse processo de marginalização,
cabe ao Conselho do Degrau escolher, entre seus membros, um
Agente de Ação Afirmativa, responsável
por identificar os grupos de adolescentes mais ameaçados
de exclusão, empregadores mais aptos a se comprometerem
com os processos de inclusão que exigem maior tolerância,
disponibilidade e capacidade de enfrentar desafios e ONGs que
já trabalhem com esse público.
As ONGs especializadas em jovens mais vulneráveis têm
papel fundamental neste Programa: oferecer retaguarda técnica
para qualificar a inclusão e a profissionalização.
É importante que elas participem do grupo de ação
afirmativa de cada Conselho do Degrau.
Perfil ideal do
agente de ação afirmativa:
acreditar na proposta de que a convivência e o aprendizado
no trabalho é uma forma de promover, pessoal e profissionalmente,
a inclusão de todos (sem discriminação)
os adolescentes de 14 a 18 anos incompletos;
ser uma pessoa mobilizadora, persuasiva e com boa circulação
em todos os setores da sociedade;
capacidade de liderança e de trabalhar com dinâmicas
de grupos;
saber ouvir e delegar;
preocupar-se não apenas com as necessidades das pessoas
especiais, mas antes com as necessidades especiais de todas
as pessoas.
Funções
do agente de ação afirmativa:
motivar empresas e empreendedores a dar oportunidade para
esses jovens;
orientar empreendedores no sentido do resultado bipolar desta
ação: aqueles que assumem desafio maior aprendem
mais, pois desenvolverão neste processo novas competências,
capacidade de tolerância, de aprender com a diferença,
de lidar com suas próprias deficiências; o resultado
para o jovem é a inclusão; para a empresa,
aumento de suas habilidades;
estimular as ONGs especializadas a participarem da profissionalização
diferenciada através de apoio e orientação;
garantir acompanhamento técnico-pedagógico a esse
aprendiz e ao empregador-educador;
buscar a adequação da profissionalização
ao potencial desse adolescente; se necessário, formar
grupo de trabalho específico;
ser um agente facilitador entre a família, o adolescente
e o mundo do trabalho;
recorrer ao apoio da secretaria executiva do Degrau quando identificar
ação que exija providências mais complexas;
informar a secretaria executiva sobre acompanhamento e avaliação
do aprendiz;
contribuir para a inclusão progressiva, de caráter
abrangente e universal;
compreender que esta inclusão expressa oportunidade para
todos
que a experiência precisa nutrir um desejo social de conviver
e garantir oportunidade para todos os jovens.
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